21/08/2017

Atlantic cria área de Pesquisa e Desenvolvimento em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina

União tem como objetivo gerar estudos que vão auxiliar o desenvolvimento da empresa e do setor eólico

Com objetivo de fomentar novos conhecimentos e realizar melhorias nos empreendimentos da empresa e do setor energético como um todo, a Atlantic Energias Renováveis criou um setor interno de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “A área foi montada de forma independente e não participa de nenhum programa maior, como os editais da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), por exemplo. Assim ganhamos agilidade no processo e maior controle”, afirma Eduardo Dias, coordenador regulatório da Atlantic.

O projeto conta com a parceria estratégica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reconhecida por suas pesquisas no setor eólico. “A empresa tem as informações, o contato com os fornecedores da cadeia produtiva e o conhecimento da operação dos projetos. Já a universidade tem os projetos de pesquisa e conhece os problemas predefinidos do setor, mas não tem acesso aos dados”, diz Dias.  “Só uma parceria consegue equilibrar esta diferença. Acreditamos que é uma união em que ambos saem ganhando”, complementa.

Os estudos deste primeiro projeto são focados em dois grandes temas: previsão eólica e tendências climatológicas. Com relação ao primeiro, o coordenador regulatório da Atlantic explica que “a ideia é construir modelos de previsão global e de mesoescala e utilizar as últimas técnicas de treinamento em redes neurais, para termos uma melhor previsão do vento e geração nos parques”. O tema “tendências climatológicas” apresenta um aspecto singular. Muito se tem discutido sobre como os eventos meteorológicos e as mudanças climáticas afetarão o regime de ventos. Apesar de serem fatos conhecidos – como o Dipolo do Atlântico, El Niño e La Niña –, não se tem certeza como estes vão afetar os empreendimentos da empresa especificamente. A ideia é aprofundar em uma avaliação qualitativa da tendência de geração para a próxima estação.  

“Escolhemos dois complexos eólicos para nossos estudos iniciais: Morrinhos, na Bahia, e Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.  Cada projeto tem características bem distintas em termos de localização, topografia e regime de ventos”, afirma Dias. Para cada empreendimento é utilizada uma metodologia específica, levando em consideração a singularidade de cada um e da região em que estão localizados.

Os estudos ainda estão em fase inicial. Neste momento, são esperados benefícios técnicos, como a otimização de tempo de locação dos equipamentos para as obras e planejamento assertivo de intervenções nos períodos de menor vento, assim como auxílio no planejamento da área de comercialização para negociação de déficits e excedentes de energia, entre muitos outros.

“É estimada uma grande economia futura, tanto com o serviço de previsão eólica sendo feito internamente como no melhor entendimento do desempenho dos projetos num médio prazo”, conclui Dias.