13/01/2016

Brasil avança no ranking mundial de energia eólica

Com fator de capacidade de 37% em 2014, país está na liderança da corrida mundial

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, em dezembro de 2015, o boletim “Energia Solar no Brasil e no Mundo – Ano de Referência – 2014”, que mostra os avanços da geração de energia renovável no país.

O boletim aponta que em 2014 o Brasil subiu para a quarta posição no ranking mundial de expansão de potência na energia eólica e saltou cinco posições em relação à capacidade instalada, ocupando agora o 10° lugar em geração de energia limpa no mundo – em 2013 estava em 15°.

O diretor-presidente da Atlantic Energias Renováveis, José Roberto de Moraes, comemora o avanço do setor, mas pondera que ainda há um longo caminho a ser percorrido. “Para continuar crescendo, o setor precisa de um planejamento claro e objetivo, além de uma gestão energética desburocratizada. Esses são passos a serem dados com urgência para promover a eficiência energética do país”.

O país já contratou 16,6 Gigawatts (GW) de energia eólica em leilões, incluído 1,4 GW do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Desse montante, 6,9 GW já estavam em operação em novembro de 2015; 3,6 GW estavam em construção e 6,2 GW em preparação.

No quesito eficiência, o Brasil lidera a corrida mundial com um fator de capacidade energética de 37% em 2014 – uma vez e meia o indicador geral. No mundo, a Dinamarca apresenta a maior proporção de geração eólica em relação à geração total do país, de 41,4%. Em Portugal, a proporção é de 23,3%; na Irlanda, é de 20%; e na Espanha, de 19,1%. Nos demais países, a proporção fica abaixo de 10%.

Onde há vento não há crise

Bons ventos sopram a favor do setor de energia eólica. As estimativas para os próximos anos são positivas e projetos iniciados em 2015 estão obtendo fatores de capacidade cada vez mais altos. A expectativa é de que em 2024, a capacidade eólica instalada no Brasil deverá chegar a 24 GW, conforme o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024). O Nordeste do país terá 45% da sua energia gerada pelos ventos em 2024 (21 GW de fonte eólica). Levando em consideração, também, a energia solar, o indicador chegará a 50%.

À frente dos outros estados, o Ceará apresentou a maior proporção na geração eólica brasileira, de 30,9%, seguido pelo Rio Grande do Norte (30,8%) e Bahia (15,4%). Destaque-se o expressivo fator de capacidade instalada de geração do Ceará em 2014: 43,5%.