27/03/2017

Complexos Eólicos da Atlantic são líderes em fator de capacidade na Bahia e no Rio Grande do Sul

Número mede a eficiência de um aerogerador. Média brasileira é superior à mundial

Os Complexos Eólicos Morrinhos (Bahia) e Santa Vitória do Palmar (Rio Grande do Sul) foram líderes de fator de capacidade no mês de janeiro de 2017 segundo relatório da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), que compara os parques de cada estado.

O fator de capacidade mede a eficiência de um aerogerador, sendo a proporção entre a energia gerada e a energia que poderia ter sido gerada se a usina estivesse em plena capacidade durante todo o período de tempo. “Essa é uma informação amplamente utilizada por ser um número que facilita a comparação entre projetos de diferentes potências instaladas”, diz Natália Faria, coordenadora de medições da Atlantic. Natália explica que o fator de capacidade pode variar de acordo com a qualidade do vento local, disponibilidade de turbinas, tamanho do hub e do rotor. “Então o fator de capacidade representa o desempenho do projeto de uma maneira geral envolvendo recurso eólico local e qualidade da turbina”.

O Complexo Eólico Morrinhos, localizado no município de Campo Formoso, na Bahia, está em operação desde agosto de 2015 e é formado por 6 parques eólicos e 90 aerogeradores, com capacidade instalada total de 180 MW (megawatts). Ele é líder de fator de capacidade no estado desde novembro de 2016, com os seguintes números: 62,7% (novembro de 2016); 54% (dezembro de 2016) e 59% (janeiro de 2017).

Já o Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, maior empreendimento da Atlantic até o momento, terá capacidade instalada total de 207 MW distribuída em 12 parques eólicos ao final do projeto. Atualmente, quatro parques estão em operação, suficiente para que o Complexo liderasse o fator de capacidade do estado em janeiro de 2017. As obras devem ser finalizadas até o fim de 2017.

Segundo relatório da ONS de janeiro de 2017, nos últimos 12 meses, o fator de capacidade médio do Brasil foi de 42,4%, número acima da média mundial. “O fator de capacidade do Brasil é alto devido ao grande potencial que temos disponível, aos avanços tecnológicos, já que é um mercado relativamente novo, e aerogeradores de maior porte”, explica Natália.

Eurus II e Renascença V

Outros parques da Atlantic líderes em fator de capacidade são Eurus II e Renascença V, que operam no Rio Grande do Norte desde janeiro de 2015. O estado é o maior gerador de energia eólica do país. Em 8 dos 12 meses de 2016, os parques da Atlantic ficaram entre os com maior fator de capacidade, liderando o ranking nos meses de março (46,3%), abril (56,4%), junho (61%), agosto (75,1%), setembro (73,1%) e outubro (69,7%).