30/09/2016

Conheça os passos para o Brasil migrar para uma matriz energética limpa

Repleto de vantagens ambientais, substituir modelo baseado em energias fósseis por renováveis exige investimento semelhante ao que será usado no modelo atual, segundo estudo

A ONG Greenpeace divulgou em setembro o relatório [R]Evolução Energética, elaborado com o apoio de especialistas de universidades e institutos de pesquisa como Unicamp, UFRJ e International Energy Initiative (IEI) e que traça um panorama para que o Brasil faça a substituição das energias fósseis pelas renováveis e os passos necessários nessa transição, até que a energia eólica passe a representar 25% da matriz energética em 2050.

O estudo demonstra que chegar à metade do século com uma matriz de energia livre dos combustíveis fósseis deverá custar R$ 1,7 trilhão em investimentos ao longo dos próximos anos, o que significa uma gasto somente 6% superior em relação ao que o Brasil precisará investir em energia, considerando as políticas atuais para o setor de energia.

Fontes fósseis devem ser abandonadas progressivamente para alcançar uma matriz 100% renovável até meados do século. O estudo aponta a possibilidade da geração de 618 mil empregos ligados à área de energia limpa até 2030. Na indústria e nos transportes, o abandono da energia proveniente do petróleo e carvão deve ser progressivo, com adoção de biocombustíveis e eletricidade gerada a partir de fontes limpas. A energia gerada pelo sol e pelos ventos alcança 46% da matriz energética até 2050, ao mesmo tempo em que as grandes hidrelétricas, hoje predominantes, perdem espaço.

O relatório apresenta e compara dois cenários que mostram as possíveis configurações da matriz energética em 2050. O cenário Base reflete a continuidade das políticas do governo para o setor. Já o cenário [R]Evolução Energética traz a projeção para o mesmo período. Segundo a projeção da ONG, a fonte hídrica passaria a representar 45% da matriz em 2050; a energia eólica alimentaria 25% do Brasil – bem superior aos 7% atuais; e a fonte solar saltaria de menos de 1% para 21% da matriz. Confira o estudo completo do Greenpeace neste link.

Nos últimos dez anos, o País investiu US$ 28 bilhões em energia eólica e, somente em 2016, a geração eólica cresceu 53%. Dados como esses reforçam que o Brasil já assimilou a urgência de diversificar a matriz energética para seu desenvolvimento sustentável.

A Atlantic atua para consolidar esse cenário, desenvolvendo, implantando e operando projetos de geração de energia elétrica proveniente
de fontes renováveis. São 652 megawatts de potência vendida em todos os projetos da companhia, em estados como Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.