09/04/2014

Contratos futuros de energia do mercado livre é opção para as empresas

No atual cenário energético brasileiro, os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e a redução nas previsões de chuvas estão influenciando na alta do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). “O Custo Marginal de Operação (CMO), base para a determinação do PLD, apresenta um comportamento acima do primeiro patamar de déficit há algumas semanas, o […]

No atual cenário energético brasileiro, os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e a redução nas previsões de chuvas estão influenciando na alta do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). “O Custo Marginal de Operação (CMO), base para a determinação do PLD, apresenta um comportamento acima do primeiro patamar de déficit há algumas semanas, o que já seria recomendável um corte de carga de 5%, mas o governo prefere esperar o término do período úmido em abril para tomar qualquer decisão”, declara Walfrido Avila, presidente da Trade Energy.

Segundo o executivo, mesmo com este panorama, o momento é favorável para as empresas considerarem a migração ao mercado livre, com a contratação energética para entrega futura e, desta forma, obter preços mais competitivos que permitam a redução de gastos com energi a. “Existe a perspectiva de aumento real das tarifas em torno de 30%. O ideal é buscar uma comercializadora que, além do fornecimento de energia, possa fazer a gestão no ambiente livre, otimizando os ganhos”, revela Avila.

Aqueles que já se encontram no mercado livre, com contratos de longo prazo, não estão sofrendo impactos e continuam com economia de até 25%. “Algumas empresas reduziram o consumo neste cenário de PLD máximo para auferir a receita de R$ 822 por MWh na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)”, acrescenta o presidente.

No caso dos consumidores livres que não estão com energia contratada agora ou no futuro próximo, o executivo enfatiza que é importante alongar o prazo de contratação, acima de cinco anos. “Trata-se de uma ação importante para obter preços de energia mai s competitivos”, diz Avila.