08/11/2016

A empregabilidade no setor de energia renovável no Brasil

Em artigo publicado no Portal Mundo RH, a Gerente de Recursos Humanos e Administração da Atlantic destaca os desafios e caminhos para empregabilidade no setor eólico

O mercado de trabalho de energias renováveis cresce cerca de 5% ao ano em número de posições de trabalho no mundo todo em 2015, segundo relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) divulgado no início deste do ano. O Brasil é um dos destaques mundiais em energia renovável. Entretanto, diante do cenário político e econômico instável, como fica a empregabilidade no setor? Quais são as oportunidades?

Os projetos de energias renováveis crescem significativamente no País, situação que vai na direção contrária às demais fontes de geração de energia, que enfrentam dificuldades como escassez e preço. Isso sinaliza um aumento na empregabilidade no setor muito além das previsões de entidades e do mercado. Hoje são 410 usinas no Brasil, com uma capacidade instalada de 10,26 GW, e as perspectivas são ainda mais animadoras. A previsão é de que até 2020 o País esteja entre os cinco principais produtores de eletricidade gerada a partir do vento – o Brasil começou a produção comercial timidamente em 2004 e atualmente está na 10a posição.

Mesmo com a expectativa de amplo crescimento, o mercado de energia renovável enfrenta desafios para concretizar seu potencial de expansão. Os principais obstáculos são: superar o cenário político e econômico do Brasil, com o crescimento projetado do PIB em torno de 2,5%; e a qualificação de profissionais, que precisam estar capacitados, tanto para cumprir funções técnica como para liderar equipes.

Somos um País jovem na geração de energias renováveis. Começamos a gerar energia através do vento somente em 1992, enquanto países da Europa, por exemplo, iniciaram esse modelo de geração no século 19. Uma consequência em relação à expertise dos europeus é que, até hoje, muitos profissionais qualificados saem da Europa e a melhor formação para atuar no mercado está no Velho Continente. Ainda temos no País um número pequeno de profissionais qualificados que são extremamente valorizados e disputados.

A velocidade na implantação dos projetos no Brasil acaba dificultando a formação e o desenvolvimento em curto prazo de profissionais para grande parte das posições. Enfrentamos, hoje, um cenário de demanda de profissionais preparados para o setor e de falta de instituições qualificadas para formar estes profissionais. Muitos buscam formação fora do país, mas ainda são insuficientes para suprir a demanda. Aí está a oportunidade!

É fundamental que as instituições de ensino, principalmente as de formação técnica, tenham como foco esse segmento de atuação, bem como as escolas de negócios que têm como objetivo a formação de lideranças. Um caminho para desenvolvermos a formação para a energia renovável pode passar por parcerias com empresas do setor, que detém amplo conhecimento técnico. Dessa forma, é possível acelerar o estabelecimento desse campo de formação e a capacitação de profissionais.

O desafio é grande para que possamos fechar esta lacuna existente para o mercado e também para o profissional que busca uma posição. Além de formação estabelecida no País, os profissionais devem se desenvolver, buscando informações e conhecimento com cases de mercado dentro e fora do Brasil, participando de eventos, seminários e encontros técnicos, conversando com profissionais do mercado e indo além do óbvio para que se destaquem, mesmo que o campo de formação ainda não tenha conseguido se consolidar.

Confira o artigo publicado no Portal Mundo RH

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Janaína Wille de Assunção é  Gerente de Recursos Humanos e Administração da Atlantic Energias Renováveis