05/07/2019

Equipe de P&D apresenta estudo em evento científico na Irlanda

Atlantic foi a única empresa brasileira a expor no WESC 2019

A Atlantic Energias Renováveis, mais uma vez, marcou presença em importante evento internacional sobre pesquisas em energia eólica. Entre 17 a 20 de junho, a equipe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), fruto do convênio entre Atlantic, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), se reuniu com cientistas e engenheiros de diversos países no Wind Energy Science Conference 2019 (WESC 2019), principal evento mundial da comunidade científica do setor, realizado na cidade de Cork, Irlanda. 

William Radünz, doutorando na UFSC, acompanhado de Yoshiaki Sakagami, professor doutor titular no IFSC, apresentou estudo sobre a estabilidade atmosférica no Complexo Eólico Morrinhos, empreendimento da Atlantic na Bahia. O trabalho foi realizado em co-autoria com  Eduardo Dias, Gerente de Ativos e P&D da empresa, que, mesmo não estando presente, comemorou o fato de a Atlantic ser a única empresa brasileira do setor eólico a expor estudos no encontro.    

Segundo ele, “isso comprova a busca diária de toda a equipe para estar na vanguarda do conhecimento. É um reconhecimento importante apresentar os resultados do nosso trabalho na maior conferência mundial de pesquisa em energia eólica junto a outros estudos produzidos na União Europeia e Estados Unidos, grandes referências no desenvolvimento de normas da indústria eólica”. 

Considerado um evento que antecipa tendências no mercado eólico, a conferência reuniu uma comunidade altamente multidisciplinar, que discutiu os principais desafios da pesquisa e o futuro da energia eólica. A reunião é organizada bienalmente pela European Wind Energy Association (EWEA), que renovou sua identidade e agora se chama WindEurope

Ao longo de quatro dias, foram apresentados cerca de 700 trabalhos com temas diversos como: áreas de avaliação do recurso eólico em terrenos complexos, que incluem efeito esteira, performance de aerogeradores, previsão da geração, integração à rede, política, economia, aspectos sociais, energia offshore, dentre outros.

Para William Randünz, “ter o trabalho selecionado para um evento como o Wind Energy Science Conference mostra a pertinência e seriedade, mesmo neste cenário extremamente competitivo, dos estudos que vêm sendo desenvolvidos no projeto de pesquisa e desenvolvimento entre Atlantic, UFSC e IFSC”. Nesse sentido, ele observa que a Atlantic oferece uma oportunidade única de analisar dados meteorológicos e de geração dos Complexos Eólicos de Morrinhos e Santa Vitória do Palmar, que possuem peculiaridades de grande interesse tanto para a indústria como para academia.

Em se tratando de energia eólica, os estudos englobam diversas áreas da engenharia, meteorologia, ciência da computação, entre outras. Por conta disso, os avanços científicos e tecnológicos da área ocorrem em grande parte a partir da cooperação entre governos, universidades, centros de pesquisa e indústria, sobretudo da Europa e Estados Unidos. Tais convênios envolvem orçamentos multimilionários.

“A parceria com a Atlantic permite que a equipe realize diversos estudos sobre a estabilidade atmosférica em parques eólicos pioneiros no país”, revela o professor  Sakagami. Segundo ele, enquanto geralmente nos parques eólicos pesquisadores realizam medições apenas de velocidade e direção do vento (além da temperatura, umidade e pressão), os estudos da equipe de P&D possibilitam investigar com mais detalhes características como perfil do vento e estrutura turbulenta. As medições são realizadas por um anemômetro sônico 3D, capaz de medir o vento a 20 Hertz (Hz), ou seja, vinte medições por segundo.

Esses foram os resultados sobre estabilidade atmosférica obtidos pela equipe da Atlantic e apresentados pelos pesquisadores no WESC 2019. O estudo traz à luz novas pistas para compreender o perfil diário do vento local, bem como variações sazonais e anuais. A partir destas novas descobertas, é possível obter melhorias na previsão eólica e planejamento da operação de complexos eólicos. Os benefícios são múltiplos, tanto para o crescimento da área de P&D como para aplicação dos projetos de inovação nas operações da Atlantic.

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