28/08/2017

A importância de Pesquisa & Desenvolvimento para o setor eólico

Em artigo publicado no jornal DCI - Diário Comércio Indústria & Serviço, o coordenador regulatório da Atlantic, Eduardo Dias, fala sobre a parceria inovadora da empresa com a UFSC para a criação de uma área de Pesquisa & Desenvolvimento

O setor de energia eólica no Brasil é relativamente novo e, dado seu rápido crescimento, ainda possui grande potencial a ser explorado nas mais diversas frentes. Atualmente, a maior parte da tecnologia adotada no país é importada, já que não houve tempo suficiente de desenvolvermos as mesmas tecnologias por aqui. Isso acaba acarretando grandes custos e mostra a importância de investirmos em novas metodologias na área de P&D.

Sabendo disso, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Atlantic Energias Renováveis se uniram recentemente através do Acordo de Confidencialidade e Transferência de Dados. A empresa, que sempre investiu em inovação em seus empreendimentos eólicos, como a criação de uma área interna de P&D e a utilização dos maiores e mais potentes aerogeradores do país no Complexo de Santa Vitória do Palmar, quer ir além com essa parceria estratégica e realizar melhorias não só na performance de seus parques, mas em todo o setor.

Esse projeto de estudo traz alguns temas inovadores, como o das tendências climatológicas, que consiste na comparação da série histórica previamente tratada com os eventos de clima que afetam o sistema de ventos do Nordeste e do Sul, como o Dipolo do Atlântico, deslocamento da zona de convergência intertropical (ZCIT), El Niño e La Niña.

Outras frentes do projeto também têm muito campo para pesquisa e desenvolvimento, como a previsão meteorológica, dos ventos e a variação climática. Esses são fatores que impactam diretamente a produção de energia elétrica como um todo, especialmente a eólica, o que torna crucial o investimento em geração de conhecimento.

A variação climática, por exemplo, é um fator com impactos diretos na velocidade do vento e, por consequência, no potencial de geração de energia eólica. Uma previsão mais exata da velocidade a médio prazo pode melhorar a rentabilidade do projeto, obtendo mais segurança e confiabilidade na energia que será gerada nos próximos meses. Assim, o empreendedor pode otimizar seus contratos de comercialização. A curto prazo, também pode melhorar o desempenho dos parques, otimizando as paradas das turbinas eólicas, sua manutenção e a própria operação dos parques, além de trazer mais segurança ao sistema como um todo.

A UFSC possui grupos especializados de pesquisa na área e, com o acordo com a Atlantic, tendo acesso a grande histórico de medições anemométricas além de dados de produção dos projetos, tem a possibilidade de realizar impactos profundos na geração de energia eólica no país. O desenvolvimento do setor, que busca impulsionar a cultura da inovação, criar novas tecnologias e aprimorar serviços que contribuam para a segurança do fornecimento de energia elétrica, pode significar o barateamento dessa matriz energética e, consequentemente, sua expansão e popularização, fazendo com que o país tenha uma fonte mais diversificada e mantenha seu compromisso com as fontes renováveis.

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